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 Crítica Alargada a Goodbye Lullaby

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BG
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MensagemAssunto: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Ter 27 Set 2011, 16:30

Já se passaram mais de seis meses desde o lançamento de Goodbye Lullaby, já houve tempo para se ouvirem e voltarem a ouvir as músicas, para surgirem algumas versões instrumentais, para algumas terem sido apresentadas ao vivo, para mais duas se terem tornado single. Como tal, nas últimas semanas escrevi uma crítica alargada ao mais recente álbum da Avril para postar aqui. E "alargada" até é eufemismo, eu escrevi um verdadeiro testamento. Não se preocupem, vou postá-lo por canções, mais ou menos uma canção por dia. Sintam-se à vontade para comentar, concordar, discordar, acrescentar coisas que não mencionei.

Começo então por:

1) Black Star

A Avril compôs esta faixa entre concertos da The Best Damn Tour para servir de música-tema da sua primeira fragrância, com o mesmo nome. Já conhecíamos uma parte da música desde o anúncio do perfume, em 2009, mais ou menos na altura em que começaram a surgir as primeiras informações relativas ao quarto álbum da Avril. Os artigos da altura, falando de uma canção de embalar que se tornava épica, estilo Coldplay, induziu muitos fãs em erro, fazendo-os esperar uma canção mais complexa.

Black Star é, na verdade, uma faixa muito simples. Ao longo de todo o minuto e meio repete-se a mesma sequência de notas agudas de piano, dando-lhe, de facto, a sonoridade de uma canção de embalar, que depois é acompanhada por outra sequência de piano e um arpejo de guitarra. A letra é muito simples mas gira um pouco à volta do slogan do perfume homónimo: “Be your own star”.

Além de ser a introdução ao álbum, a música tem um carácter especial por vários motivos. Primeiro, por ser o tema do primeiro perfume da Avril (e, na minha opinião, o mais original até à data). Segundo, porque a estrela sempre foi, desde Let Go, um dos símbolos preferidos da Avril. Terceiro, a música dá o nome à digressão de Goodbye Lullaby – The Black Star Tour. E, por fim, porque a Avril nos chama a nós, os fãs, Little Black Stars, nome esse que assumimos com orgulho.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Ter 27 Set 2011, 19:10

Eu lembro-me perfeitamente quando vi o comercial do perfume Black Star pela primeira vez...
o comercial é fantástico, mágico mesmo...aquele tilintar, a voz perfeita da Avril, e a letra "Black Star Black Star You will always be a black star"...
Eu fiquei fascinado com a música...puz esses segundos no meu iPod e ouvi durante muito muito tempo a música.
É uma musica muito especial, porque foi a partir do comercial que surgiram informaçoes sobre o 4ºalbum que eu ansiava bastante...Foi a primeira coisa que ouvimos dele.
O album saiu, é a primeira faixa do album, uma óptima introdução para um album chamado "Goodbye Lullaby". Não é uma faixa surpreendente.
A música completa não é muito diferente dos segundos do comercial que conheciamos.
De qualquer forma é uma música que se integra e abre o album em beleza. A sonoridade, voz e significado da música têm muito a ver com o sentimento/ideal/tema do album.
Eu adoro a pequena canção de embalar, "Black Star". É uma música especial para todos nós acho.
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RicardoLG
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Ter 27 Set 2011, 19:19

Eu tbm gosto bué do instrumental mais "mexido" da Black Star ao vivo

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Qua 28 Set 2011, 13:47

AvrilLavigneFanON escreveu:
Eu tbm gosto bué do instrumental mais "mexido" da Black Star ao vivo

Eu também. Tenho pena de a versão de estúdio não ser assim mas percebo que não se encaixaria bem no CD.


2) What The Hell

Esta é a faixa mais pop de todo o disco e, provavelmente, de toda a carreira musical da Avril. Não se enquadra, de maneira nenhuma, em Goodbye Lullaby. Ficou, desde o primeiro anúncio, bem claro que a faixa só fora incluída no CD por motivos comerciais. Muitos contestam o facto de ter sido o primeiro single quando não tem nada a ver com o resto do álbum. Eu acho que até fez sentido termos contactado com a música, pela primeira vez, separadamente do resto de Goodbye Lullaby. Se tivesse surgido juntamente com as outras músicas ia parecer ainda mais um outlier. Na verdade, o ideal teria sido se tivesse sido deixada de fora do CD.

Mas foquemo-nos na música em si mesma. Esta é cantada num tom descontraído, brincalhão, contagiante, à semelhança de Sk8er Boi e Girlfriend. A sua mensagem essencial é de rebeldia, de espontaneidade, de viver o momento. Não difere muito das mensagens de outras músicas como Anything But Ordinary, Freak Out e a b-side Take Me Away. E, para exemplificar, a Avril conta uma história politicamente incorrecta (mais uma vez, recordando Girlfriend) de uma miúda que só se quer divertir, ir para a borga e esfrega isso na cara do namorado que, de resto, nem sequer a valoriza. Dá a ideia que, primeiro, compuseram o refrão, e só depois é que fizeram o resto. Outras histórias podiam ter sido contadas: alguém que se despede de um emprego que odeia, alguém que quebra uma dieta e desata a comer doces, alguém que rouba o namorado a outra, alguém que tem um exame no dia seguinte mas nem sequer pega nos livros, alguém que arranja coragem para se declarar à pessoa de quem gosta…

A música pode não se enquadrar no CD, pode não ser nada de extraordinário, pode até ser um pouco fútil, mas não deixa de ser uma boa canção, à sua maneira. Para mim, tornou-se especial porque estimulou-me a fazer coisas que antes eu considerava demasiado extremas, que antes me assustavam demasiado. E, para mim, isso é mais importante do que todos os pontos fracos que já foram mencionados.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Qua 28 Set 2011, 15:50

Realmente What the hell pode ser uma faixa diferente de todo o album Goodbye Lullaby.
Nós ansiavamos por o regresso da Avril, por novidades sobre o 4ºalbum, por o 1ºsingle.
What the hell, primeiro single...muito bem! Foi um regresso fantástico!
A música pode ser realmente mais pop...mas eu acho que é uma música alegre, divertidade, descontraída...
Eu gosto da música...pode não ser a melhor da Avril mas é uma boa canção.
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Qui 29 Set 2011, 14:33

3) Push

Push é uma faixa acústica composta pela Avril e pelo seu melhor amigo (BBF – best boi friend) Evan Taubenfeld.

Em termos estritamente musicais, lembra Torn, de Natalie Imbruglia, e Kiss Me, dos Sixpence None The Richer. Fala sobre amor, como este nem sempre é tão fácil como as pessoas pensam. Uma coisa que muitos de nós não devem saber é o verdadeiro significado da expressão que dá o nome à música: “when push comes to shove” é uma expressão idiomática que significa “quando as coisas chegam a um ponto em que se tem de tomar uma decisão”. E, no caso de Push, essa decisão tem de vir de ambas as partes – e essa é a mensagem principal. E, no fim, vale a pena, porque é de amor que se trata. A música faz lembrar a música do Evan, “Story Of Me And You”, se bem que esta última faixa seja um bocadinho mais suave enquanto que, em Push, temos um cheirinho da Avril mais durona.

Uma das melhores partes da música é quando o Evan canta uns versos. A voz dele soa primorosa ao lado da voz da Avril – isto é mais uma prova da extraordinária química musical que sempre existiu entre eles. A repetir no futuro, por favor!

A Avril sempre disse que esta era uma das suas músicas preferidas do GL e, por sua vontade, seria o segundo single (ou – e isto sou só eu a especular – o primeiro). Acabou por não ser, mas talvez venha a ser o quarto single – acho que tem pontencial para isso. Há quem diga que o que ela quer é promover o Evan, mas ele merece, na minha opinião. De qualquer forma, Push é mais uma bela música que se junta à lista de composições extraordinárias, fruto de colaborações entre a Avril e o Evan.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Sab 01 Out 2011, 09:59

Av e Ev era um perfeito single. just sayin xp
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Dom 02 Out 2011, 14:43

Interessante xD vendo por esse lado também me lembra "story of me and u", e só de pensar q se ela cantar essa música agora no Canadá ele irá finalmentee cantar com ela OMG *-*
Venha a critica de WYWH Wink

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Dom 02 Out 2011, 18:55

anokaxxxxx escreveu:
Interessante xD vendo por esse lado também me lembra "story of me and u", e só de pensar q se ela cantar essa música agora no Canadá ele irá finalmentee cantar com ela OMG *-*
Venha a critica de WYWH Wink

Pois, uma coisa de que me esqueci de dizer é que é uma pena que, até agora, ela e o Evan não tenham tocado juntos esta música ao vivo. Também espero que a toquem juntos agora.

E só porque mo pediste... XP


4) Wish You Were Here

Esta sempre foi uma das faixas mais populares do Goodbye Lullaby. Não constitui, portanto, surpresa que tenha sido escolhida para terceiro single.

Wish You Were Here mistura a mensagem de When You’re Gone com a melancolia e a vulnerabilidade de I’m With You. A voz da Avril está no ponto certo; ela, em muitas canções, canta o refrão em notas muito agudas e isso nem sempre favorece a sua voz. Aliás, nesta música, ela soa absolutamente mágica, encantatória, fazendo-nos querer voltar a ouvir a música outra e outra vez.

A minha parte favorita da música é a terceira, em que a mistura dos versos falados, dos vocais por detrás, das notas de piano resultam numa sequência muito bela e emotiva.

O vídeo da música saiu há poucas semanas. Muitos ficaram surpreendidos, alguns até desiludidos, com a simplicidade do vídeo mas este reflecte muito bem a temática do Goodbye Lullaby: sentimentos agridoces, realidade nua e crua, sem produção para disfarçar. Há quem diga que foi por baixo orçamento mas eu tenho a impressão que era mesmo isto que a Avril queria: que nos focássemos na música, no sentimento, na voz. Os fãs pareceram gostar. Agora resta saber o que é que achará o resto do pessoal quando o single for lançado em Novembro.

PS: Só agora é que soube que a Avril deu mais uns pormenores sobre o significado de Wish You Were Here. Eu já escrevi isto há algum tempo... Em todo o caso, acho que esta música é sobre o Brody. Ela estava na Suécia, com o Max Martin, quando a compôs, depois de ter passado bastante tempo borgando com o seu novo namorado, se bem se recordam ("All those crazy things we did/ Didn't think about it, just went with it"), era natural que tivesse saudades dele... Mas também me parece plausível que seja sobre o Deryck, sobre o rescaldo da separação. Cada um que interprete da maneira que quiser porque dificilmente a Avril entrará em mais pormenores sobre isso.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Dom 02 Out 2011, 19:09

BG escreveu:
Pois, uma coisa de que me esqueci de dizer é que é uma pena que, até agora, ela e o Evan não tenham tocado juntos esta música ao vivo. Também espero que a toquem juntos agora.

E só porque mo pediste... XP

Razz Razz
Eles tocaram qualquer coisa juntos vejam AQUI agora saber se é mesmo Push :)

Citação :
Aliás, nesta música, ela soa absolutamente mágica, encantatória, fazendo-nos querer voltar a ouvir a música outra e outra vez.

Adorei esta parte :)) e sim dou.te toda a razão, e até mesmo como o video é "suave" faz.nos clicar no replay again and again *--* e talvez se tivesse aquela produção toda de WTH não fosse bem assim :) e como prova disso mesmo q disseste temos já as 21milhões de visualizações

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Seg 03 Out 2011, 12:14

5) Smile

Esta é que acabou por ser o segundo single de Goodbye Lullaby. Com uns acordes de guitarra eléctrica e batida incrivelmente contagiantes e dançantes, esta música, à semelhança de What The Hell, traz a Avril roqueira, doida, selvagem – a diferença é que o namorado, em vez de se queixar, gosta disso e fá-la feliz de novo.

Esta música é claramente autobiográfica e, quase de certeza, dedicada ao seu actual namorado, Brody Jenner. Os versos “I woke up with a new tattoo, your name was on me and my name is on you” são bastante explícitos, visto que ambos têm os nomes tatuados um no outro. O facto de ser pessoal, honesta, torna esta canção melhor do que outras, como, por exemplo, Gilfriend, que, apesar de também serem mais para o pop, são muito mais vazias de significado. É precisamente esse o ponto forte desta faixa: combina primorosamente o lado mais brincalhão e roqueiro da Avril com o seu lado mais romântico e sentimental, que é explorado no resto do Goodbye Lullaby. E o videoclipe joga bem com isso. Por um lado, temos a Avril com a guitarra eléctrica, num cenário que faz lembrar He Wasn’t. Por outro lado, temo-la a preto e branco, recolhendo pedaços de vidro que simbolizam dor, desespero e devolvendo a alegria, a esperança – cenas que também fariam sentido num eventual videoclipe de Darlin ou Everybody Hurts.

Devo dizer que gosto bastante destas cenas porque, no fundo, é o que a Avril me tem feito diversas vezes: quando andava deprimida, quando estava a ter um mau dia, a música dela, novidades dela (músicas novas, quarto álbum a caminho, Abbey Dawn em Portugal…) animaram-me, deram-me um motivo para aguentar. E sei que o mesmo tem acontecido com a larga maioria dos fãs da Avril. Aliás, a própria música Smile podia ter vindo de nós para ela. Eu, pelo menos, aquando do lançamento de Goodbye Lullaby, passei por uma fase particularmente feliz pela primeira vez em vários anos; a Avril era um dos motivos. Ela fazia-me, ainda me faz, sorrir.

Muitos dizem que Smile é que devia ter sido o primeiro single e eu concordo com eles. Não só porque faria melhor ponte entre o The Best Damn Thing e o Goodbye Lullaby, mas porque toda aquela campanha em que nós participámos, acerca do lançamento de What The Hell na Noite de Ano Novo, teria sido muito mais interessante se tivesse sido com Smile. Podíamos dizer: “Avril Lavigne is back and that’s why we smile”. Podíamos ter feito a contagem decrescente assim: “3… 2… 1… Smile, bitches!”. Podíamos verdadeiramente dizer “It’s been a while since everyday and everything has felt this right” porque a Avril estava finalmente de volta. Percebem a ideia?

Em todo o caso, fico feliz por Smile se ter tornado single: assim terá mais hipóteses de ser tocada ao vivo, mais pessoas ficam a conhecê-la. É, até à data, o meu single preferido de Goodbye Lullaby.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Qua 19 Out 2011, 13:54

Ultimamente, não tenho tido muito tempo para actualizar isto. Também não queria estar a fazer double-post mas acho que é pior deixar isto incompleto. Então, aqui vai...

6) Stop Standing There

A Avril escreveu esta música sozinha, em sua casa, ao piano. É a única cujos bastidores foram filmados e exibidos no DVD extra do Goodbye Lullaby. O tema lembra muito as b-sides de Let Go Why e All You Will Never Know, fala sobre o tipo que parece não saber o que sente ou, se o sabe, não o dá a entender enquanto a rapariga sabe que gosta dele, que quer estar com ele. A bola está do lado dele mas não há maneira de ele a chutar.

A produção que o Butch Walker fez, com a guitarra acústica, a batida e as palmas deram à música um toque à anos 50, como disse a Avril, tornando-a agradável ao ouvido, contagiante. Também se ouve o orgãozinho que o Butch toca no Making-Off no segundo refrão e este cria um enfeito engraçado. E a voz da Avril soa invulgarmente doce.

Há só uma coisa que me faz confusão: nos créditos, diz que a Avril toca piano nesta música mas, por mais que a oiça, não encontro piano nenhum. Talvez a demo da música tivesse, mas a versão final não tem. Estranho…

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Qua 19 Out 2011, 14:41

Ela provavelmente gravou e tal, mas com o resto ficou quase sem se ouvir. Ou se calhar foi mesmo só na demo.
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Qui 20 Out 2011, 20:55

7) I Love You

Esta é uma doce canção de amor, se bem que não se limite a amor romântico. É uma espécie de Smile acústico, mais suave, com um cheirinho a Things I’ll Never Say. A Avril vai enumerando aquilo que gosta acerca do rapaz, isto numa voz doce de menina tímida declarando o seu amor. O verso “I like the way you misbehave when we get wasted” é muito engraçado – é como que uma marca da Avril e contraria um bocadinho o tom romântico da música. A faixa é predominantemente acústica mas a batida dá um certo carácter dançante. A música ganha, ao mesmo tempo, maior animação e maior sentimento depois do segundo refrão graças aos acordes frenéticos e aos vocais: estes e a terceira estrofe catapultam a música para um último refrão e um final em grande.

A Avril afirmou que compôs esta música pensando numa das pessoas que mais ama no Mundo. E, como não podia deixar de ser, nós, os fãs, interrogamo-nos sobre quem será esse indivíduo. Há quem diga que é o Brody, há quem diga que é o Deryck. Eu aposto neste último, sobretudo por causa do verso “Even though we didn’t make it through, I am always here for you”, mas também é possível que não seja nenhum deles… Em todo o caso, quem quer que seja este amor, a Avril não tem medo de dizer que o ama. E se tivermos em conta que, nos álbuns anteriores, ela parecia hesitar em dizer, preto no branco, o que verdadeiramente sentia, isto é definitivamente uma evolução.

E, à semelhança de Smile, é também uma música que podia vir dos fãs para a Avril. Eu, pelo menos, gosto do sorriso dela, do estilo, da vibração, de o seu carácter de estrela, da sua beleza, das maluquices que faz quando se embebeda (ou mesmo quando está sóbria), etc, etc. Basicamente, adoro-a por ela ser como é e por eu e a sua música já termos passado por bastante juntas.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Sex 21 Out 2011, 16:42

BG escreveu:
é também uma música que podia vir dos fãs para a Avril. Eu, pelo menos, gosto do sorriso dela, do estilo, da vibração, de o seu carácter de estrela, da sua beleza, das maluquices que faz quando se embebeda (ou mesmo quando está sóbria), etc, etc. Basicamente, adoro-a por ela ser como é e por eu e a sua música já termos passado por bastante juntas.
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Sex 21 Out 2011, 17:47

8) Everybody Hurts

Esta é uma das minhas preferidas do álbum e também outra das mais populares entre os fãs. Se não é uma das melhores músicas da Avril é, pelo menos, uma das melhores produzidas. Os acordes de guitarra, os arpejos, os arranjos de violinos, os vocais (em particular na parte final da canção) estão todos muito bem colocados, fazendo da música uma verdadeira obra de arte. Bom trabalho, Deryck!

O único “defeito” é que a sequência de acordes é sempre a mesma, excepto na terceira estrofe, o que pode baralhar uma pessoa que a canta. Até a Avril se baralhou de todas as vezes que a cantou (não que tenham sido muitas, mas…). E já que se fala disso, gostei muito de vê-la cantar Everybody Hurts ao vivo com o Evan. Sempre os imaginei cantando-a ao vivo, cada um com a sua guitarra acústica, tal como fizeram.

A letra é muito simples e repetitiva mas, como o costume, a Avril canta-a com genuína emotividade. A mensagem faz-me lembrar um pouco as b-sides de Let Go, em particular, Move Your Little Self On, mas, como já foi muito bem assinalado cá no fórum, espelha um pouco o amadurecimento da Avril, a maneira como ela aprendeu a não se deixar abater pela dor. No fundo, a mensagem de Everybody Hurts é muito semelhantes à do álbum num todo: toda a gente sofre de vez em quando mas não devemos deixar que isto nos vença, há que continuar a lutar e, eventualmente, encontrar-se-á uma saída.

Não sei se é coincidência ou não, mas a mensagem não difere muito da da música homónima cantada pelos R.E.M. Também o título “Everybody Hurts” é bastante limitativo nesse aspecto, isto é, com este título era difícil a música ter uma mensagem diferente.

Esta é outra música com potencial para single, ainda que a Avril não pareça estar muito entusiasmada com ela. E como de resto se calhar nem sequer vai haver quarto single… Em todo o caso, é mais uma prova de que as músicas que nascem da parceria entre ela e Evan Taubenfeld costumam ser das melhores.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Sex 21 Out 2011, 19:35

É uma das melhores músicas.
É mesmo perfeita
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Sex 21 Out 2011, 20:36

Pigoito escreveu:
É uma das melhores músicas.
É mesmo perfeita

mesmo.
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Dom 23 Out 2011, 10:23

9) Not Enough

Esta é a última música da setlist do álbum que a Avril compôs colaborando com outra pessoa. Not Enough foi quase de certeza composta acerca do divórcio e, em termos de significado, assemelha-se muito a Together (se bem que com menos dramatismo), com um toque à My Happy Ending; no fundo, diz: Isto não está a resultar. O solo de guitarra acústica com que começa, as batalhas frenéticas e os vocais exprimem bem esse conflito interior, a angústia de quem vê a sua relação falhar, sem poder fazer nada para impedi-lo, e se vê obrigada a desistir.

Devo dizer que esta é a canção de que gosto menos neste álbum. Não por achar que ela é pior do que as outras, porque não o é. À semelhança de quase todas as músicas do Goodbye Lullaby, possui qualidade musical, é uma obra de arte à sua maneira. Só que, a mim, não me diz muito. Em todo o caso, alguém que tenha passado por um término de um relacionamento semelhante pode perfeitamente identificar-se com esta música.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Dom 23 Out 2011, 10:57

Eu acho Not Enough uma cançao fenomenal!
A musicalidade dela, a melodia...adoro...assim como acho que a letra é bastante boa...
e nao temos de interpreta-la apenas como a cançao sobre um divorcio...
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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Dom 23 Out 2011, 11:38

Pigoito escreveu:
e nao temos de interpreta-la apenas como a cançao sobre um divorcio...

Pois eu também nao a interpreto bem como uma canção sobre um divórcio, porque sobre esse assunto a q se enquadra bem é mesmo com todas as certezas a Goodbye, que foi escrita e produzida pela Avril :) mas percebo o q a BG quis dizer Wink

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Seg 24 Out 2011, 11:24

anokaxxxxx escreveu:
Pigoito escreveu:
e nao temos de interpreta-la apenas como a cançao sobre um divorcio...

Pois eu também nao a interpreto bem como uma canção sobre um divórcio, porque sobre esse assunto a q se enquadra bem é mesmo com todas as certezas a Goodbye, que foi escrita e produzida pela Avril :) mas percebo o q a BG quis dizer Wink

é claro que ninguém pode dizer com 100% de certeza que a Avril compôs esta música sobre a separação. eu é que assumi isso porque, primeiro, ela costuma basear-se em experiências pessoais na composição e, segundo, ela divorciou-se enquanto trabalhava neste CD. Mas nada me garante que ela não se refere a outra relação. E, sim, confesso que me faz confusão a Avril e o Deryck trabalharem juntos numa canção sobre o divórcio deles.

Além disso, a música não é assim tão específica que não possa ser interpretada de outra maneira. A beleza, não só da música, mas também da arte em geral (literatura, cinema, pintura...) é que uma criação pode ter significados diferentes para pessoas diferentes. E, tal como disse, só porque não é das que gosto mais, não significa que outros não gostem, que não seja uma boa música. Escrevi esta crítica precisamente para compararmos interpretações.

E, entretanto...

10) 4 Real

Esta é a minha música preferida de todo o álbum. Foi composta e produzida a solo pela Avril; talvez tenha sido a primeira canção que ela produziu em toda a sua carreira.

A parte instrumental é muito simples, constituída quase só pela guitarra acústica e a bateria discreta. Na verdade, é a voz da Avril é o instrumento principal, carrega toda a música. A letra é cantada com fluidez, com sentimento etéreo que se torna mais evidente na terceira estrofe. Esta é, na verdade, a melhor parte da música. Assemelha-se à terceira estrofe de Hot, só que aperfeiçoada. É capaz de ser uma das melhores estrofes de toda a carreira da Avril. No fim, temos uma balada de amor, doce e romântica, com sentimento semelhante a Naked, outra que sempre foi uma das minhas preferidas.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Sab 29 Out 2011, 18:43

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Seg 31 Out 2011, 13:27

11) Darlin

Esta era a música em relação à qual me sentia mais curiosa, antes do lançamento do Goodbye Lullaby. Foi das primeiras que foram anunciadas, a Avril chegou mesmo a mencioná-la, de passagem, numa entrevista em 2008. É capaz de ser a faixa sobre a qual ela falou mais de todo o CD. Esta foi a segunda canção que a Avril compôs em toda a sua vida (a primeira foi Can’t Stop Thinking Of You), quando tinha catorze ou quinze anos. Ela tentou gravá-la para o Let Go, mas não a deixaram.

Darlin é uma faixa maioritariamente acústica, à qual vão sendo discretamente acrescentados violinos, piano e bateria, em que a voz da Avril sobressai. Mais uma vez, cinco estrelas para a produção feita pelo Deryck. A letra é um pouco inocente, notando-se que foi uma menina de quinze anos a compô-la, sobre ser-se forte para ultrapassar as dificuldades, mais uma vez, em consonância com a mensagem geral do álbum. Também deixa uma mensagem de empatia, de já-passei-por-isso-e-sei-que-é-difícil. A Avril pode tê-la composto sobre a irmã, sobre um amigo, sobre um colega, talvez sobre as habituais complicações da adolescência – nesse aspecto, faz lembrar um pouco as músicas de Let Go e Under My Skin que ajudaram muitos de nós, os fãs mais velhos, a ultrapassar essa fase. E agora, como disse uma vez no Twitter aquando do aniversário de Under My Skin, há-de ajudar os fãs mais novos, que estão a passar por isso neste momento. Em todo o caso, fica a pergunta: quem é que foi ou foram as alminhas iluminadas que não a deixaram gravar esta música antes?

A canção não tem grande potencial comercial para servir de single, embora um videoclipe baseado nas recordações que esta música despoleta na Avril (ela tocando a música na sala de estar da casa onde cresceu para a sua mãe) fosse interessante. No entanto, uma das coisas que mais me intriga é o facto de esta música nunca ter sido tocada ao vivo, até ao momento. Que ela não toque 4 Real ou Remember When, músicas sobre as quais ela quase nunca falou, não me surpreende. Agora, não tocar uma música sobre a qual disse tanto, que esteve tantos anos na gaveta antes de ser editada, que tem tantas histórias a ela associadas (as primeiras incursões da Avril pela composição, o dia em que conheceu o Deryck e lhe tocou esta música…) é que me causa imensa confusão.

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MensagemAssunto: Re: Crítica Alargada a Goodbye Lullaby   Seg 31 Out 2011, 19:23

BG escreveu:
Esta foi a segunda canção que a Avril compôs em toda a sua vida (a primeira foi Can’t Stop Thinking Of You), quando tinha catorze ou quinze anos. Ela tentou gravá-la para o Let Go, mas não a deixaram.

Não sabia o:

BG escreveu:
embora um videoclipe baseado nas recordações que esta música despoleta na Avril (ela tocando a música na sala de estar da casa onde cresceu para a sua mãe) fosse interessante.

isso é q era :)
e isso de ela não a tocar ao vivo tens toda a razão, nem que fosse só num concerto, mas são opções :)

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