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 Entrevista com Jim Mcgorman

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MensagemAssunto: Entrevista com Jim Mcgorman   Dom 21 Ago 2011, 10:14

Coda - A vista de Wheelhouse
Por Jim McGorman

Em uma turnê recente pela Cingapura, Eu olhei pro relógio e era 4h30 da manhã, mas eu estou totalmente acordado em minha suíte no Ritz Carlton. Não consigo dormir. é só meio-dia de volta para casa em Los Angeles. Então eu retiro meu IPad e olho no FaceTime para ver como está minha esposa e meus dois cães.

A vida de um músico em turnê tem muitas facetas, algumas nas quais eu não estava acostumado quando eu me formei em Berklee e me mudei para Los Angeles para entrar nos negócios musicais. Nessa nova mudança de indústria, aprendi a me ajustar a mudanças – e ao fuso horário – tem sido minha salvação. Essa flexibilidade me ajudou a me desenvolver como director musical para artistas como Avril Lavigne e Weezer.

Atualmente, estou fora em turnê com Avril, apoiando seu album mais recente, “Goodbye Lullaby”. Nos palcos eu toco guitarra, piano, tambores, e canto. Às vezes eu canto um solo. Eu amo estas apresentações.

Em 2010, eu fui um sortudo por tocar na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Vancouver com Avril. Também toquei inicialmente com Shakira na copa do mundo em Johannesburg, África do Sul. Entre as apresentações que fiz, estes dois eventos destacam-se como momentos especiais. No decorrer dos anos, eu trabalhei com Miley Cyrus, Cher, The Goo goo dolls, Poison Marc Broussard, and New Radicals. E também, eu fui um membro da casa de banda para uma estrela do Rock: INXS e Rock Star: Supernova. E eu toquei no The Tonight Show (13 vezes); em, shows organizados pelo David Letterman, Conan O'Brien, Jimmy Kimmel, e Regis Philbin, no Saturday Night Live e The View.

Mas, além de executar e tocar com músicos de excelente capacidade profissional, em meu papel como diretor de música, eu aproveitei e desenvolvi novas habilidades. Ajudando a orientar esses artistas, eu sobrevi e cresci na indústria.

Trazendo a música para a vida

As pessoas frequentemente perguntam, “Porque uma estrela como Avril Lavigne precisa de um director musical?” ou “O que um diretor musical faz?” Eu vejo esse papel como sendo um produtor para configurações ao-vivo. Nesses 5 anos que se passaram, meu trabalho progrediu para uma pró-atividade direta da banda, criando set lists, arranjando material, e ajudando a moldar a apresentação geral do show.

Após a realização do Goodbye Lullaby, por exemplo, nós criamos uma nova set list com 90 minutos. Esta tarefa pode parecer simples. Mas quando um artista tem mais de 40 músicas gravadas para escolher, é um desafio. Avril teve alguns grandes sucessos, por isso, começar por aí. Em seguida, incorporar novas canções.

Essas escolhas podem envolver difíceis conflitos econômicos. Todos os artistas acham que seu mais novo material é mais excitam, mas você tem que equilibrar o velho e o novo. Você deve tocar os hits projetados e escolher outras faixas do álbum para manter os fãs durões felizes. Você tem que ser honesto sobre as músicas que traduzem bem a um cenário vivo. Setocarmos em um clube fechado, pode ser apropriado para tocar baladas certas ou fazer um segmento a**stico completo. Isso pode não funcionar , no entanto, em uma arena com 10.000 fãs gritando.

Embora algumas dessas decisões são feitas em tempo real, nós gostamos de ter um set estabelecido antes de irmos ao palco. Às vezes funciona, outras vezes não. Em um show recente, em Taipei, tinhamos apenas uma música como bis. Mas no fim do show, percebemos que a platéia estava pronta para mais. Então n´s escolhemos uma nova música do álbum. Nós não tinhamos tocado ela há quase três semanas, mas tudo correu bem. Tinhamos ensaiado uma música lenta para tocar, mas percebi que isso iria abaixar a energia da platéia, então nós não a tocamos. Você realmente nunca sente um set até que você tenha subido no palco e tocado para a platéia.

Diretores musicais possuem um importante e crítico papel quandos e trata de fazer decisões que irão ajudar as bandas dos artistas à reproduzir (ao vivo) as versões de estúdion em um turnê. Isso pode ser um desafio e tanto. Atualmente, poucas bandas entram em conjunto em um estúdio e gravam juntos. As gravações possuem tantas partes em camadas, sons, e harmonias que quando a parte de tocar as músicas ao vivo aparece, inevitáveis perguntas aparecerem também. Quem quer tocar essa parte? Quem canta qual harmonia? Quais músicas nós deveriamos tocar? Precisamos alterar algum arranjo? E enquanto alguns artistas podem responder essas perguntas sozinhos sem ninguém mandando e desmandando em você, um ensaio ao vivo pode rapidamente se transformar em uma nada produtiva batalha de egos e uma perda de tempo.

Para prevenir esses problemas, um diretor musical é trazido como capitão. Primeiro, ele ou ela deve ter todas as respostas para simples perguntas musicais como por exemplo,"Qual é o terceiroacorde da ponte?" Mas além disso, um diretor musical pode ser um amortecedor entre um artista e a banda ou entre os membros de uma banda. Um diretor pode ser questionado à controlar tarefas que o artista pode achar desconfortáveis de se dizer diretamente à um membro de banda. Por exemplo, o artista pode dizer ao diretor: "Por favor não tenha fulano de tal cantando o backgroud naquela música; ele está sempre tão monótomo." (Toda banda tem alguém que se acha melhor cantor do que ele realmente é). É um trabalho do diretor garantir que a música saia perfeita sem danificar oe go de ninguém.

Algumas dicas para ter sucesso

Nesse ramo, você deve estar pronto para qualquer coisa. Às vezes você pdoe até pisar no pé de alguém - literalmente. No set de Jimmy Kimmel Live!, por exemplo, eu estava tocando guitarra com o Weezer. O gerente da banda me disse que todos deveriam vestir agasalhos combinado, brancos. Mas quando eu cheguei no camarim, havia apenas 5 agasalhos pendurados, o suficiente para cada membro da banda. Quando perguntei onde estava o meu agasalho, um assistente me respondeu que Rivers *o vocalista/compositor da banda) tinha decidido usar terno e gravata e que eu poderia vestir o agasalho dele. Eis o problema: eu tenho 1,78m, e River tem 1,69m. Mesmo com esse empencilho, o agasalho em si não ficou ruim, mas seus botões ficaram horríveis. Para evitar que parecesse que eu estava vestindo algo menor, eu vesti uma calça tão baixa, que ela praticamente caia da minha bunda! Visto de frente, deu para mascarar isso tudo muito bem. Mas visto de trás, eu parecia o 50 Cent.

Apesar de muita gente achar que a vida de um músico é glamurosa - e algumas vezes é - existem coisas ruins. Eu tive experiências incríveis durante turnês e no estúdio, mas também tive períodos de desemprego e de dúvida sobre mim mesmo. Certamente eu ainda não consegui solucionar tudo, mas eu acredito que músicos precisam de versatilidade, diversidade e comprometimento. Confiança também possui um papel importante. Eu sobrevivi ao reunir trabalhos de todos os cantos.

Em alguns dias eu sou um diretor musical; em outros, um produtor; e em outros, um cantor. Entrar e sair de círculos com artistas de diferentes estilos, gêneros e idade requer flexibilidade. Atualmente, um músico profissional necessita estar aberto a todas as possibilidades. Você tem que trazer criatividade, honestidade e entusiasmo para tudo o que você faz. Então continue tocando, trabalhe duro, seja forte e cultive um senso de humor. Finalmente, quando você sentir que está desistindo: não o faça. Você não escolheu a música; ela escolheu você.

Jim McGorman é guitarrista, tecladista, cantor, compositor, e produtor que mora em Los Angeles. Visite http://www.jimmcgorman.com


Tradução por: mari_bondo, All_182 e mony lavigne
avrilmidia.com

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