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 Último CD que ouviste

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Roll
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 29 Nov 2011, 20:00

LegendPT escreveu:
Os Evanescence estão brutais, esse álbum novo é excelente :)
eu já comprei a versão deluxe! Laughing Laughing
é mesmo excelente.
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LegendPT
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 29 Nov 2011, 23:38

Eu comprei para oferecer a uma amiga, mas bem me apeteceu ficar com ele Razz
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Dom 11 Dez 2011, 23:18

Within Temptation - The Unforgiving (8/10)



Os Within Temptation são uma banda holandesa que conheci melhor este ano e que se tornou uma das minhas preferidas. Julgo que o seu estilo é chamado "gothic-metal" embora também tenha ouvido falar de outros rótulos - trocado por miúdos, eles misturam rock com a sonoridade de orquestras sinfónicas e instrumentos célticos criando um som que serviria perfeitamente de banda sonora a filmes/séries/livros de acção e, em particular, de fantasia medieval. Isto constitui ao mesmo tempo um ponto forte e um ponto fraco pois não é música do dia-a-dia, com que qualquer um se possa identificar. Contudo, para mim, constitui grande fonte de inspiração para a minha escrita (sabe bem finalmente falar sobre isso! XD).

Este é o CD mais recente deles, que foi lançado juntamente com uma banda desenhada e uma série de curtas-metragens e, no fundo, serve de banda sonora a uma história protagonizada por Sinéad - algo que faz sentido, tendo em conta aquilo que mencionei acima e que para mim como escritora é muito interessante. Neste álbum, os Within Temptation adoptaram uma sonoridade mais "moderna", digamos assim, um pouco mais na corrente da música actual. Nota-se, até, no videoclipe do single Sinéad, que eles estão atentos às tendências da música actual. Isso para mim é o maior defeito do álbum, o facto de terem perdido um pouco a influência céltica/medieval que marcou, por exemplo, o álbum The Silent Force (que possui músicas como Memories e que, para mim, é o melhor álbum da banda).

Em todo o caso, não deixa de ficar bem claro que é um CD dos Within Temptation. O mais importante, aquilo que os distingue de outros artistas, o carácter épico, inspirador, das músicas continua lá. A diferença é que agora, em vez da fantasia medieval, temos uma história de acção contemporânea, estilo Sobrenatural. As minhas músicas preferidas são os singles A Shot In The Dark e Faster. Outro destaque é a balada Utopia, a mais conhecida (penso eu), apesar de a sonoridade fugir um pouco ao estilo habitual deles.

The Unforgiving é, deste modo, um álbum a recomendar, sobretudo aos amantes do rock e àqieles que procuram uma alternativa à cansativa música da moda. Julgo também que, quem gosta de Evanescence, há de gostar de Within Temptation.

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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Seg 12 Dez 2011, 15:58

Adoro os Within Temptation!
Adoro esse album...Fire and Ice, Faster, shot in the dark, in the middle of the night, Sinéad!
E existem musicas fantasticas deles de outros albuns...Memories, What have you done, Stand my ground, Angels!
Enfim!
São uma banda espetacular...
AVRIL, Evanescence, Within Temptation, Paramore, etc... Laughing Laughing
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Qua 14 Dez 2011, 21:19

Bryan Adams - Bare Bones (10/10)



Visto que o roqueiro canadiano se vai apresentar ao vivo amanhã no Pavilhão Atlântico, achei por bem fazer uma crítica ao seu mais recente álbum. O Bryan nunca foi muito de concertos super produzidos, o estilo dele sempre foi deixar as músicas falarem por si mesmas. E, pelo menos desde que vou seguindo a carreira dele, isso tem resultado. Quando se tem carisma, bom humor e uma carreira recheada de singles de sucesso que os fãs cantam em coro como Bryan Adams tem, não é preciso mais nada para se dar um bom espectáculo.

Ora, há cerca de um quatro anos, o Bryan decidiu levar essa máxima de "deixar as músicas falarem por si mesmas" a outro nível e começou a dar concertos acústicos. É só ele, uma guitarra acústica, às vezes a sua harmónica, às vezes acompanhado por um pianista. Chamou a essa digressão The Bare Bones Tour precisamente porque as músicas são apresentadas no seu esqueleto mais básico, só com os instrumentos mais básicos, da maneira como foram inicialmente compostas. E há um ano, foi editado um álbum ao vivo dessa digressão, também com o título Bare Bones.

Da tracklist, fazem parte alguns dos singles mais conhecidos como (Everything I Do) I Do It For You e Summer of '69, à mistura com temas que não são singles - Walk On By e You're Still Beautiful to Me - músicas que ele compôs para outras pessoas mas que, tanto quanto sei, nunca gravou em estúdio e uma inédita - I Still Miss You... A Little Bit.

No geral, todas as músicas soam bem a diferentes níveis. It's Only Love fica um pouco incompleta sem os acordes frenéticos e os solos de guitarra eléctrica. Outras soam muito parecidas às versões originais embora algumas como You're Still Beautiful to Me ganham um novo encanto ao serem cantadas ao vivo. Outras - como Let's Make a Night to Remember e Straight From The Heart - soam bem melhor assim, acústicas. Finalmente, temos aquelas, como Summer of '69, Heaven e Here I Am (a minha preferida dele) que soam absolutamente fantásticas em todas as versões criadas.

Um destaque para a faixa inédita I Still Miss You... A Little Bit, uma música bem humorada que, na minha opinião, parece-se com What The Hell contada do ponto de vista do namorado. O narrador queixa-se da amada que diz que o ama e tal mas que parece querer uma relação aberta e passa a vida a dormir com os amigos dele.

Para além disso, o CD tem todas as coisas boas dos álbuns ao vivo e mais algumas que só esta digressão pode ter: os aplausos, as palmas marcando a batida, o público cantando com um coro profissional, as piadas e histórias que o Bryan vai contando nos intervalos, as gargalhadas depois dessas histórias ou quando, entre outras coisas, ele se pôs a cantar com um sotaque sulista (penso eu...).

Podem ver no vídeo abaixo um exemplo das coisas que mencionei acima:



Em suma, é um álbum recomendável a fãs do cantor ou então a pessoas que queiram conhecer melhor a sua música. O concerto de amanhã não vai ser assim, vai ter a banda toda, um pouco com pena minha, pois tinha vontade de assistir ao um espectáculo Bare Bones. Contudo, como já disse acima, Bryan Adams tem tudo o que é preciso e ainda mais para dar alto concerto e sei que a noite de amanhã será (isto já é um cliché entre os fãs do Bryan mas enfim...) uma "Night to Remember"

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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Qui 22 Dez 2011, 01:15

Gostei muito do que li BG, o concerto deve ter sido brutalíssimo! *_* Ainda não ouvi esse álbum, vou tentar arranjar que agora estou curioso.
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 20 Mar 2012, 23:43

Simple Plan - Get Your Heart On! (8/10)



A banda canadiana Simple Plan comemorou recentemente o décimo aniversário do lançamento do seu primeiro álbum “No Pads, No Helmets… Just Balls”. Já conheço a banda há alguns anos. Ainda me lembro de ouvir Welcome To My Life pela primeira vez em 2005 ou 2006, num anúncio de um automóvel cuja marca não recordo (alguém se lembra desse anúncio?). Músicas como essa, When I’m Gone, Crazy (nunca me esquecerei de quando o meu pai disse que esta música podia ser o hino do Partido Comunista…), Grow Up, já fazem parte da minha playlist há alguns anos. Finalmente, há alguns meses, saquei a discografia da banda, excetuando o último álbum.

A sonoridade da banda é um pop punk rock que se tem mantido mais ou menos homogéneo ao longo da carreira deles. Na verdade, assemelha-se bastante ao som da Avril. No outro dia, quando estávamos a ouvir o Get Your Heart On no carro, o meu pai perguntou-me se a Avril Lavigne tinha andado a tomar esteroides porque estava a cantar com voz de homem… Achei graça pois eu própria considero os Simple Plan como uma versão masculina da Avril, pelo menos nalguns aspetos: são canadianos, surgiram mais ou menos ao mesmo tempo (acho que chegaram a abrir alguns concertos para ela), têm sonoridade semelhante e abordam temas parecidos.

É precisamente sobre a temática das músicas dos Simple Plan que quero falar agora. Os primeiros dois álbuns são muito adolescentes. Há quem fale do Let Go como um álbum adolescente, mas o No Pads, No Helmets… Just Balls e o Still Not Getting Any vão ainda mais longe no que toca a situações com que praticamente toda a gente lida nesta fase da vida: dúvidas existenciais, fases tipo ninguém-gosta-de-mim ou ninguém-me-compreende, vontade de fugir aos problemas, à rotina, solidão, desentendimentos com os pais, rebeldia, limitações à individualidade (estilo Nobody’s Fool) e, claro, amor: paixões, saudade, desgostos.

O terceiro álbum dos Simple Plan, lançado quando eles já eram mais velhos, não é tão adolescente mas as temáticas acabam por ser as mesmas, tirando apenas uns pozinhos aqui e ali. E o mais recente álbum deles, Get Your Heart On!, lançado em Junho do ano passado, acaba por ser mais do mesmo, nesse aspeto.
Anywhere Else But Here recicla o conceito de músicas como Jump e Welcome To My Life. Músicas como You Suck At Love e Freaking Me Out recordam músicas como Addicted e Your Love is A Lie. Can’t Get My Hands Off You relembra I’d Do Anything e Promise. Last One Standing lembra Me Agains The World.

O pior é que, quando eles procuram inovar, a coisa não resulta. Falo de Summer Paradise, a faixa em que eles fazem um dueto com o K’naan. Algo mais para o folk, mas que não tem muito a ver com os Simple Plan, na minha opinião. Ou então, sou eu que , pura e simplesmente, não gosto da música…

No entanto, este álbum não deixa de ter músicas interessantes. Começarei por Jet Lag, segundo singe, que foi a que conheci primeiro. Esta faixa foi gravada em dueto com Natasha Bedingfield. Também existe uma versão francesa com Marie-Mai. Jet Lag é capaz de ser a faixa mais contagiante que ouvi nos últimos tempos, muito animada, com uma melodia super cativante e letra engraçada, sobre quando o nosso amor se encontra noutro fuso horário. Adoro o verso “Tryin’ to figure out the time zone is making me crazy!”, antes do início do refrão: “You say Good Morning when it’s midnight…”.

O terceiro single é Astronaut, uma balada rock sobre solidão, que recorda I’m With You, mas que se torna única graças ao conceito do astronauta e das viagens espaciais (embora eu seja suspeita nessa matéria…).

Uma nota rápida só para dizer que Loser Of The Year, de letra e som clássicos dos Simple Plan, faz-me lembrar, no que toca ao seu conceito, dois temas de Bryan Adams: The Only Thing That Looks Good On Me Is You e All I Want Is You.

Outro destaque do álbum é a faixa Gone Too Soon. Esta é uma balada de luto, muito semelhante a Slipped Away, no sentido em que também fala da morte de um ente querido que foi tão rápida, tão inesperada, que não houve tempo para despedidas. Só que, enquanto Slipped Away tem uma letra bastante simples, bastante crua, Gone Too Soon é bastante poética. Gosto imenso da imagem da estrela cadente e da estrela orientadora. Uma faixa linda e comovente.

Deixei para o fim aquela que, para mim, é a melhor faixa de Get Your Heart On, se não for a melhor de toda a discografia dos Simple Plan. Chama-se This Song Saved My Life e é uma autêntica carta de amor de um fã de música dirigida ao seu artista ou banda preferida. Fala da capacidade que a música, em geral, tem de servir de escape, de consolo, de fonte de força, em suma, fala de tudo o que a música tem de melhor. Para mim, recorda-me o efeito que a Avril e a sua música têm tido na minha vida. Para outra pessoa, pode recordar a música dos próprios Simple Plan, do Eminem, da Lady Gaga, do Justin Bieber… Dá-me a ideia que os Simple Plan copiaram frases de cartas que receberam dos fãs. Dá para destrinçar referências a músicas antigas deles : Perfect, Welcome To My Life, Shut Up… Talvez a ideia deles fosse homenagearem os seus fãs mas, no fim, conseguiram criar uma música única, linda, tocante, de mensagem universal. Recomendo-a vivamente.

Eu gostei deste álbum. Apesar de os Simple Plan terem repetido fórmulas, fizeram um bom álbum, com conteúdo, em vez de apenas um conjunto de faixas radiofónicas. É sempre de louvar o facto de terem mantido o estilo, sem cederem às tendências atuais e ao sucesso fácil. Com Get Your Heart On, os Simple Plan fazem o que sempre têm feito ao longo desta última década: animam, dão voz à nossa raiva e rebeldia, comovem. Em suma, consolidaram-se como uma das minhas bandas preferidas e não me arrependo de ter comprado o CD (que, por sinal, foi caríssimo…).

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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Seg 09 Jul 2012, 18:04

Linkin Park - Living Things (9/10)



Os Linkin Park são há já vários anos uma das minhas bandas preferidas. Não só por, obviamente, gostar da música deles, mas também por causa do inesquecível concerto do Rock in Rio de 2008. Esse concerto, a química que conseguiram manter com o público - tal como voltou a acontecer no RiR de 2012 - fizeram com que me apaixonasse pela banda. Atrevo-me a dizer que é a minha banda preferida, mais porque, pelo carinho que demonstraram para com os fãs nestes concertos, simpatizo particularmente com os vocalistas Chester Bennington e Mike Shinoda - algo que não acontece, ou melhor, acontece em menor escala com outras bandas de que gosto: Sum 41, Paramore, Green Day, Within Temptation...

O grupo californiano sempre teve um estilo único, muito claro nos seus dois primeiros álbuns, Hybrid Theory e Meteora. Agrada-me a mistura de rock alternativo, nu-metal (o que quer que isso seja...), rap e um ou outro elemento eletrónico - sobretudo porque eu não sou grande apreciadora de rap cru, só com batida, sem acompanhamento musical. Parece que isto é um processo que ocorre naturalmente na banda. Cada um mete os elementos de que gosta nas músicas, criando um som que não é possível rotular sem ser como "Linkin Park".

Não sou daqueles fãs mais hardcore, que conheceram a banda com Hybrid Theory e/ou Meteora, se agarraram àquele estilo e ofenderam-se quando os Linkin Park quiseram experimentar coisas diferentes. Já conhecia músicas como Breaking The Habbit e Numb antes de Minutes to Midnight mas foi com esse CD que me tornei fã. As minhas favoritas eram músicas como In The End, Numb, Leave Out All The Rest, demorei algum tempo a aprender a gostar das faixas mais pesadas, como Place For My Head e Faint. Por isso, não me tem incomodado tanto como, se calhar, tem incomodado outros fãs mais puritanos por eles explorarem outros estilos musicais. Eu, aliás, gosto de alguma variedade nestas coisas. Mas já lá vamos.

Os dois primeiros álbuns são bastante homogéneos, tornando-se um pouco repetitivos em certas alturas. A fórmula é quase sempre a mesma: guitarra elétrica, um ou outro elemento eletrónico, vocais de Chester Bennington, às vezes apimentados com os seus icónicos gritos, o rap de Mike Shinoda.

Em Minutes do Midnight nota-se alguma evolução. Algumas faixas repetem a velha fórmula, noutras há abertura a sons diferentes, a emoções diferentes. Como em Leave Out All The Rest. Em 2008. o Mike disse que achava que esta era a melhor faixa que eles haviam composto até à altura. Hoje, dois álbuns mais tarde, ainda acho que é uma das melhores deles.

A Thousand Suns é, na minha opinião, o álbum menos conseguido da banda. Percebe-se que eles queriam experimentar coisas novas, é de louvar essa atitude, e a sonoridade está de acordo com as tendências da altura. No entanto, neste, de alguma forma, perderam-se no processo. Tirando The Catalyst - abusa do auto-tune mas é incrivelmente contagiante - e Waiting For The End to come, as músicas são bastante insonsas. Não me interpretem mal, não são más mas não cativam verdadeiramente, não viciam, não têm alma.



Ora, Mike afirmou que Living Things, o mais recente álbum da banda, editado há duas semanas, nunca teria sido concebido se não fosse cada um dos quatro álbuns anteriores, que o quinto disco assenta no passado dos Linkin Park e projeta-se para o futuro. É o que, de facto, acontece em Living Things: a sonoridade é atual, moderna, com elementos da música urbana, à semelhança de A Thousand Suns - com a diferença de que não são deixados de fora os elementos mais clássicos dos Linkin Park - guitarras elétricas pesadas, nu-metal, a antiga fórmula - nem as emoções de Minutes to Midnight. O resultado é um som poderoso e... espetacular. As músicas seguem-se umas às outras a uma velocidade vertiginosa. Quando damos por ela, o CD já acabou.

As três primeiras faixas do disco são um bom exemplo desta nova sonoridade híbrida: teclados contagiantes, batidas poderosas, letras com a atitude in-your-face de músicas como Bleed It Out e New Divide, energia incrível.



Especificando, Lost in The Echo, que será o próximo single com direito a videoclipe, abre o CD de forma especular com aquela introdução contagiante, o rap enérgico de Mike, cheio de personalidade e, no final, a alternância entre os "Go" cantados e os "Go" gritados.

In My Remains lembra um pouco o material mais antigo da banda, embora também inclua elementos mais recentes. O terceiro verso que se prolonga até aos refrões finais está muito bem metido, dá vontade de nos juntarmos ao coro.



Burn It Down foi o primeiro single e tem estado, há várias semanas, entre as minhas músicas preferidas. Tal como as duas anteriores, tem batidas poderosas, atitude e energia à New Divide. A letra à volta do conceito do fogo é particularmente interessante para mim, por causa dos meus livros. Nesse aspeto, lembra-me um pouco Iron, dos Within Temptation, e Into the Fire, de Bryan Adams - músicas pouco conhecidas.



Tem outras músicas mais pesadas, de que não gosto tanto. Tirando Victimized, abusaram um pouco do auto-tune e efeitos semelhantes. Until it Breaks, então, é a faixa de que menos gosto neste álbum - embora tenha gostado de ouvir os vocais de Brad, o guitarrista, pela primeira vez, o resto da música ficou demasiado aleatória, sem coesão. Por outro lado, Lies Greed Misery não me agradou à primeira vez, precisamente pelo auto-tune que considero desnecessário, mas, depois de ouvi-la algumas vezes, o refrão ficou-me preso na cabeça. Agora, dou por mim cantarolando: "I want to see you choke in your lies..."



Tem também algumas baladas, recordando um pouco Minutes to Midnight: Roads Untraveled, I'll Be Gone, Castle of Glass e Powerless, com letras excelentes e tons, em geral, melancólicos, recordando músicas como Shadow Of The Day e Leave Out All The Rest. A primeira tem uma espécie de sininhos irritantes mas, à parte isso, parece uma Iridiscent aperfeiçoada, uma mensagem de consolo. Em Castle of Glass, por seu lado, pede-se consolo. A própria música é, aliás, estranhamente reconfortante. I'll Be Gone e Powerless invocam um cenário pós-apocalíptico, dominam sentimentos de desilusão, de resignação.

Em suma, em Living things há um equilíbrio quase perfeito entre o que é clássico e o que é moderno no grupo oriundo da Califórnia. A sonoridade pode não ser a mesma mas não há dúvida que aquilo é Linkin Park. Os temas são os mesmos de sempre, muito emo: raiva, frustração, traição, busca por conforto, revolta, tormenta, mas também esperança. Fazem o mesmo que têm feito nos últimos doze anos: fornecem uma maneira saudável de gerir emoções negativas. No meu caso, o tom de desafio, combativo, de muito do seu material constitui, à semelhança dos Within Temptation e de algumas músicas dos Sum 41, a banda sonora perfeita para a minha escrita, para quando estou a trabalhar em cenas de ação, em que as minhas personagens estão em confronto direto com os maus da fita.

Não sei dizer qual destas faixas é a minha preferida. Talvez Burn it Down, pelos motivos que já mencionei, pelo impacto que me causou. No entanto, outras músicas, como, se calhar, Lost in the Echo, Castle of Glass e Powerless teriam efeitos semelhantes caso fossem o primeiro single. Diria que estas quatro são as melhores de Living Things mas é difícil escolher.

Espero agora que os Linkin Park regressem em breve a Portugal para um concerto em nome próprio, em que dê para ver a energia deste álbum transportada para o palco. Não me é difícil, aliás, imaginá-los a interpretar algumas destas músicas ao vivo. Mas gostava de vê-lo com os meus próprios olhos. Ou, pura e simplesmente, ser capaz de voltar a cantar as velhas músicas em coro com milhares de pessoas.

Isto é como diz a minha irmã: o Justin Bieber, a Lady Gaga, os One Direction, são todos muito bonitos e tal, são grandes fenómenos, mas não demorarão a serem substituídos por outras modas. Por outro lado, músicos como os Linkin Park, a Avril, os Coldplay podem nem sempre ter tanta atenção mediática, mas manterão sempre uma legião significativa de fãs, sem precisarem de artificialismos. Continuarão a fazer música de qualidade durante mais vinte, trinta ou quarenta anos, crescerão connosco. Depois, levaremos os nossos filhos aos concertos deles e contar-lhes-emos acerca daquela vez em que um tipo deixou o Chester numa posição difícil depois de lhe colocar um cachecol do F.C.Porto ao pescoço no concerto do Rock in Rio.

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MensagemAssunto: Born To Die - Lana Del Rey   Sab 21 Jul 2012, 16:26

Lana Del Rey - Born To Die
(não estou a conseguir pôr foto)

Espero que a crítica não saia uma porcaria porque eu sou uma porcaria a fazer criíicas...
Começendo pela voz, acho que a voz da Lana Del Rey é espetacular.

Gosto muito da música Born to Die, acho que a voz dela soa muito bem nesta música e gosto dos violinos e da bateria no fundo e do eco no refrão. A segunda música do álbum, Off the Races, tem umas partes que parece quase um rap mas acho que a voz dela embora seja tão linda não se adapta muito a esta música e acho que a bateria no fundo está demasiado forte. A minha preferida de TODAS é a Blue Jeans começa logo muito bem (não está ali a empatar com uma músiquinha até ao refrão XD) , gosto daquele som que parecem gotas e a guitarra no íncio estão muito fixes :) e não é uma coisa que se ouça todos os dias, esta música simplesmente hipnotiza-me!! A Vídeo Games também é das minhas preferidas, gosto daquele sonzinho fofo que parecem aqueles barulhos que as fadas fazem com as varinhas nos desenhos animados (mas que raio de comparação é que ei estou a fazer?? rendeer ) Gostei do vídeo da National Anthem e gosto muito do refrão. a Dark Anthem também uma das minhas preferidas, sou completamente viciada nesta, e na [/b]Blue Jeans. Acho que a música Carmen é sobre o passado da Lana... É um bocado obscura mas acho que a melodia é muito bonita e a voz ficou muito bonita, e até gosto da letra. A música Summertime Sadness[b] tam uma parte mais calminha e acho que aí a voz dela soa melhor do que em qualquer outra parte de qualquer outra música.

Para ser sincera não ouvi as músicas todas mas em geral gostei muito, é muito "zen" XD. Há quem diga que é muito melancólico e até sinistro mas eu não concordo, acho muito bom!

(Eu sei que esta crítica está uma porcaria mas fiz o melhor que pude)

P.S.- Alguns cantores acho superficiais mas a Lady GaGa não acho nada superficial. Gosto imenso da voz dela e das músicas. Gosto muito do último álbum dela. Não tem nada a ver com outro, em que a sua voz foi um bocado desperdiçada e o seu talento também... Gosto das letras, do espírito, etc...
Acho que quem chega a este ponto tem de ter mais do que visual... Há 10.000 pessoas bonitas que querem onde ela ou, e "só" 400 é que têm uma boa voz. Os produtores musicais vão escolher entre os 400 e quiserem ter sucesso!! Por exemplo, a Britney foi para o MMC quando era uma criança, e nem era especialmente bonita, por isso se a escolheram ela tinha de ter alguma coisa que os outros não tinham.
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Dom 22 Jul 2012, 12:09

Eu gosto bastante da Lana, ela tem assim um som quase de ambiente. É óptimo para concentrar! [E sou viciada no álbum. Summertime Sadness e Without You são tipo docinho para os ouvidos.]
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 01 Jan 2013, 00:28

TAYLOR SWIFT -RED


(Comentário)

Este álbum da cantora country-pop está fabuloso.
Depois do álbum com um tom mais POP "Speak Now", a cantora fez o country voltar à sua música, mesmo que os singles sejam muito Pop.
Está mais maduro, o look da cantora associado a este álbum é mais pop.
Pessoalmente sou fã do lado country dela, e este álbum é fabuloso ( menos o look desta "era"..)

Em termos de género, o que tenho a dizer é:

1. State Of Grace Arena Rock/laternative
2. Red Country Pop/Country Rock/Pop Rock
3. Treacherous -Country / Country Pop
4. I Knew You Were Trouble -Dupstep/Electronic
5. All Too Well -Country
6. 22 -Teen Dance/Pop
7. I Almost Do -Country
8. We Are Never Ever Getting Back Together -Bubblegum pop
9. Stay Stay Stay -Country Pop/Teen Country
10. The Last Time -Rock / Country
11. Holy Ground-Country pop/Country Rock
12. Sad Beautiful Tragic -Country
13. The Lucky One -Country Pop
14. Everything Has Changed -Country Folk / Acoustic Folk
15. Starlight- Pop
16. Begin Again -Country

Os singles foram mais uma má escolha, sendo todos menos um (Begin Again) produzidos pelo Max Martin e SHelback e também co-escritos por eles (,We are neverTrouble,22)

Adoro este álbum!


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LLfanavril
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 01 Jan 2013, 02:20

Também acho que os singles foram mal escolhidos, não mostra o verdadeiro estilo da Taylor e a verdadeira Taylor. Agora todos vão pensar que ela mudou só porque fez músicas mais pop (isto aconteceu com a Avril...), mas quem é fã e costuma ver as atuações, as entrevistas etc percebe que ela continua a mesma. Mas em aspeto profissional claro que mudou né...e se pensarmos a escolha de ter mudado para o pop pode não ter sido inteiramente dela, os artistas têm de ir mudando o seu estilo para continuarem a vender, e para as pessoas não se cansarem delas...verdade seja dita, esta é a estratégia deles. Quer dizer, não acho que seja bem estratégia porque eu acho que essa é uma palavra má, e isso não os faz má pessoas. Mas acho que vocês percebem o que eu quero dizer.
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 01 Jan 2013, 14:05

Sim.
Mesmo assim...o álbum ainda tem country
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 01 Jan 2013, 14:09

Os últimos CDs que ouvi foi a trilogia Uno! Dos! Tré! dos Green Day. Não digo que não tenha gostado, mas... Têm uma série de músicas girasm, o Tré! em particular mas são mais do mesmo, são a sonoridade habitual dos Green Day, não trazem nada de novo, :-/

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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 01 Jan 2013, 14:23

Ainda só ouvi o Uno! , ainda não me atrevi a ouvir os outros...Mas amei o Uno! !!

Está típico deles... O que é um estilo WOW
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 01 Jan 2013, 14:28

Mimi13 escreveu:
Ainda só ouvi o Uno! , ainda não me atrevi a ouvir os outros...Mas amei o Uno! !!

Está típico deles... O que é um estilo WOW

Pois, isto é mera opinião pessoal, a mim é que já não me diz muito o estilo deles...

O Dos! está mais ou menos como o Uno!, muito agitado - tanto que, para mim, se torna cansativo :-/ - o Tré! já está um bocadinho mais calmo e mais sério.

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Mimi13
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Ter 01 Jan 2013, 14:30

Acho que vai ser hoje que vou ouvir esses dois :D
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Sex 08 Mar 2013, 14:45




Os BASTILLE são uma banda do sul de Londres que agora lançou o seu primeiro álbum – Bad Blood –, apesar de, no passado, já ter lançado vários EP’s onde se encontram algumas das faixas deste novo álbum.

O quarteto é constituído por Dan Smith (voz e letras), Chris “Woody” Wood (bateria), Will Farquarson (baixo) e Kyle Simmons (teclados). O nome da banda vem do dia da tomada da Bastilha (14 de Julho) – uma prisão francesa que foi tomada e completamente destruída pelos revolucionários franceses em 1789 –, que é também o dia do aniversário do Dan (não se preocupem que o ano não foi o mesmo). Os membros foram-se conhecendo através de outros conhecidos, depois de Dan ter sido inscrito numa espécie de competição musical por um amigo.

Falando de estilos, não consigo ser muito assertiva. Os críticos consideram-nos indie, o que até tem a sua razão de ser já que só agora eles conseguiram um contracto com uma editora discográfica a sério, mas eu não concordo plenamente com essa denominação. Chamar-lhes-ia algo do género de “música ambiente”, um pouco em linha com a Lana Del Rey – talvez porque a maior parte da música a que chamo indie tem algo mais de rock, como os The Wombats ou os Vampire Weekend, estes últimos com influências do médio oriente.


Pompeii – Além de ser a primeira faixa do álbum, esta é também a primeira música que eu ouvi dos Bastille. Pompeii, ou, em português, Pompeia, é uma cidade do antigo império Romano, que foi extremamente bem conservada até aos dias de hoje por causa de um vulcão que entrou em erupção durante a noite – ainda hoje se podem ver as pessoas exactamente nas posições e nos lugares onde morreram. Para ser sincera, a única razão pela qual cliquei na hiperligação da música foi mesmo o nome da música, já que um dos meus sonhos é ir a Pompeia. Nunca imaginei que viesse a gostar do resto do trabalho deles como gosto.
"And the walls kept tumbling down in the city that we love; Great clouds were all over the hills, bringing darkness from above"

Things We Lost In The Fire – Esta é uma história – não sei se baseada nalgum momento da vida do próprio Dan ou completamente ficcional – sobre um incêndio que deixa o narrador sem nada. Ao mesmo tempo, ele faz uma analogia à sua relação dizendo que ele era o fósforo e ela a pedra, e que talvez tivessem sido eles a começar o fogo – ou seja, uma discussão ou o fim da relação.
“You said, ‘we were born with nothing and we sure as hell have nothing now’”

Bad Blood – Começando com o baixo vibrante, logo acompanhado de bateria electrónica, Bad Blood, que dá, obviamente, nome ao álbum, é liricamente muito interessante. O “mau sangue” parece ser uma metáfora para algo que manchou uma amizade e que, anos depois, parece querer ser desenterrado apesar de não resolver nada – ele pede, inclusivamente, que se deixe o sangue secar. Menciona também um amigo que jurava estar sempre a seu lado, cujas promessas se mostraram, mais tarde, vãs.
“As the friendship goes, resentment grows; we will walk our different ways”

Overjoyed – Ao contrário do que o título possa querer dar entender, ‘Overjoyed’ não é exactamente uma “feel-good song”. Ele diz a alguém que se sente radiante quando essa pessoa ouve as palavras dele, e que, já que palavras são tudo o que têm, vão sempre falar. Por alguma razão faz-me pensar numa relação à distância, mas a letra é um pouco vaga para tirar conclusões.
“And I hear you calling in the dead of night”

These Streets – Uma canção um pouco sobre liberdade e aquela necessidade de sair do sítio onde vivemos toda a nossa vida (onde é que eu já ouvi isto?). No caso dele é por causa do que parece ser uma ex-namorada, mas acho que podemos aplicar isto a muitas outras alternativas.
“All that’s left behind is a shadow on my mind”

Weight Of Living, part II – Esta música é um perfeito da paradigma de “don’t grow up, it’s a trap!” – literalmente. Refere-se àquele desejo que todas as crianças têm de serem crescidos e que quando finalmente lá chegam se apercebem que não é grande coisa.
“Oh tell yourself this is how it’s going to be”

Icarus – O mito de Ícaro conta que este matou o seu sobrinho, Ácale, e, por isso, foi obrigado a ir para Creta. Uma vez em Creta, Ícaro é preso com Dédalo, que vai fabricar dois pares de asas artificiais. Quando voam, lado a lado, Ícaro esquece-se que não deve voar tão perto do sol. A cera das suas asas teria derretido e Ícaro teria caído dos céus e morrido afogado no mar. No fundo é apenas uma história que ilustra muito bem a ambição desmesurada, uma espécie de “quanto mais subires, maior será a queda”. A canção faz-me lembrar cânticos gregorianos por alguma razão, e é, definitivamente, uma das minhas preferidas. Se ainda não tinham percebido até hoje, eu sou um bocadinho (ah ah!) nerd.
“Icarus is flying too close to the sun; and Icarus’s life, it has only just begun”

Oblivion – ‘Oblivion’ é uma balada gentil, muito menos electrónica do que o resto do trabalho deles.
“Are you going to age with grace? Or only to wake and hide your face?”

Flaws – Uma canção que parece querer exultar e celebrar as falhas humanas não parece ser algo que se encontre todos os dias, mas “Flaws” suplica que não se escondam os nossos defeitos. Somos todos humanos, todos cometemos erros. Para quê escondê-los?
“You have always worn your flaws upon your sleeve; And I have always buried them deep beneath the ground; Dig them out, let’s finish what we started; Dig them out, so nothing’s left undone”


Daniel In The Den – Apesar de baseada numa passagem da Bíblia – algo que não me diz muito – a letra é inteligente e faz-nos pensar. “Daniel na Cova dos Leões”, pelo que li, é sobre um governador do rei que deixava todos os outros administradores com inveja, pelo que fizeram com que ele fosse preso num covil com leões, e aqui entra a fé de Daniel em jogo. Mesmo não sendo católica, acho que é uma música fantástica.
“And you thought the lions were bad, but they tried to kill my brothers. And for every king to die, oh they will crown another.”

Laura Palmer – Laura Palmer é uma personagem ficcional de uma série de televisão (Twin Peaks) que gira à volta da investigação da morte da jovem. Como nunca vi a série, não posso precisar se a letra é integralmente baseada na série ou não.
“But this is your heart; can you feel it?, can you feel it? Pumps through your veins; can you feel it?, can you feel it?”

Get Home – Definitivamente uma das minhas preferidas. É sobre aqueles momentos, normalmente à noite, em que tudo parece que não vai funcionar, que o mundo parece cair sobre os nossos ombros e que nos faz perguntar “como é que vou conseguir voltar a casa?”.
“This is just another night and we’ve had many of them”

A versão normal do álbum acaba aqui, mas, se por acaso decidirem ouvir, ouçam também as faixas extra: Weight Of Living, pt. I, The Silence e Laughter Lines; além da versão de piano de Bad Blood, entre outras que chegaram ao “extended cut” do álbum.
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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Sex 08 Mar 2013, 15:06

Bem, definitivamente deixaste-me curiosa. Pelo que eu percebi as músicas têm várias referências culturais e isso, para mim, é um ponto a favor, é original. Hei de arranjar o álbum.

Citação :
(não se preocupem que o ano não foi o mesmo)

LOL!!!!

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MensagemAssunto: Re: Último CD que ouviste   Sex 08 Mar 2013, 15:12

BG escreveu:
Bem, definitivamente deixaste-me curiosa. Pelo que eu percebi as músicas têm várias referências culturais e isso, para mim, é um ponto a favor, é original. Hei de arranjar o álbum.
Sim, o que eu gosto mesmo neles é exactamente isso :)

BG escreveu:
Citação :
(não se preocupem que o ano não foi o mesmo)

LOL!!!!
Achei por bem especificar XD
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